Institucional

Dupla de sucesso

Francisco Ventura Jr. e Deborah Sollito Ventura formam hoje uma dupla imbatível.
Francisco é um dos designers e consultores óticos mais conhecidos do setor. Faz palestras pelo Brasil, tem um quadro na Rádio Jovem Pan, escreve para as duas revistas importantes do ramo ótico, Convergência e Mundo da Ótica, fez administração de empresas na Faap e já tem 34 anos de experiência no ramo. Desde criança freqüentava a loja de seu pai (ÓTICAS ELEGANTE), e foi assim que pegou amor pela profissão. Aos 17 anos passou a trabalhar com o pai: “Foi a minha grande escola na vida. Tinha salário, hora para entrar, para sair, responsabilidades como qualquer funcionário. Passei por todos os setores da sua loja; até buscar lentes na cidade de metrô ele me mandava. Hoje sou muito grato ao meu pai. Ele me ensinou a ser o homem de sucesso que sou! Espero poder fazer o mesmo com meu filho Felipe”.
Deborah fez Comunicação Social na Faap e sempre adorou a área de relações públicas e marketing. Enquanto não terminava o curso, trabalhava como modelo. Um belo dia, apareceu num teste para um desfile de óculos na Fenit. Quem estava fazendo o casting das modelos era o Francisco. Foi “amor à primeira vista”. Daí para a frente, nunca mais os dois se desgrudaram. Em nove meses estavam casados, e resolveram abrir aquela que seria a loja mais transada em óculos do Brasil, a ÓTICA VENTURA, hoje com 24 anos. “Eu sempre gostei de moda, de lidar com o público, mas nunca imaginei ser dona de uma empresa voltada para o setor ótico. Contudo, aprendi com o meu marido a me apaixonar pelo setor. Consigo mexer com a moda, voltada para os óculos, que é fascinante, e ao mesmo tempo lidar com a possibilidade de ajudar alguém a enxergar melhor, a curar suas deficiências, é maravilhoso! Sempre gostei também da área de vendas: gosto de me relacionar com as pessoas, sou capaz de passar horas tomando aquele cafezinho gostoso com uma cliente, jogando papo fora. Quando ficamos noivos, em 1988, assumimos a marca MONSIEUR VENTURA. Meu sogro não tinha mais interesse em continuar; estava voltado para as lojas dele, que trabalhava fortemente com marcas internacionais havia quase 30 anos. Desafio aceito, demos um novo rumo para a marca, que passou a se chamar apenas VENTURA.” diz Deborah com satisfação.

Desafio

Deborah e Francisco adoravam o bairro dos Jardins, em São Paulo, e foi na Rua Bela Cintra, nº 1845, que deram os primeiros passos e montaram o show-room da grife VENTURA numa casa elegante e charmosa. Na época, focaram apenas o atacado; fabricavam as peças e distribuíam para as lojas multimarcas por todo Brasil. Durante 15 anos fizeram feiras, dentro e fora de São Paulo, em busca de clientes com potencial para vender sua marca. Nas viagens, aproveitavam para visitar as butiques, para ter certeza de que seus óculos estavam realmente na melhor loja da cidade. Outro item importante que os destacou foi apostar sempre num produto focado na moda. Os estilistas passaram a desenvolver com eles suas coleções de óculos, de modo que se tornaram percussores na participação no SPFW, junto com marcas tão expressivas no mundo da moda como Lino Villaventura, Ricardo Almeida, Lorenzo Merlino, Cia&Marítima e Reinaldo Lourenço.

Diferencial

Fizeram da loja “Bela Cintra” a sua segunda casa, e mantêm até hoje o mesmo jeito. O filho Felipe tem um quarto por lá desde que nasceu. “Foi dentro desse clima descontraído que resolvemos ter o nosso negócio. Fomos nos adaptando e, sem perceber, criamos o nosso diferencial. Como a grana era curta, tínhamos criatividade para tudo. Não tínhamos condições de contratar muitos vendedores, então tivemos a idéia de fazer um atendimento self-service, hoje tão comum, mas há 22 anos era diferente, inédito no nosso ramo. O cliente entrava, ia pegando os óculos, provando, sentia liberdade no espelho. Sem verba para gastar em marketing, descobrimos um meio de divulgar a marca VENTURA na mídia. Como conhecíamos muitas produtoras, passamos a ajudá-las nas produções dos editoriais. Fazíamos de tudo: produções de moda, de cinema, figurinos das novelas da Globo… Também gostávamos de oferecer apoio cultural para as peças de teatro. Entendíamos cada palavra do que nos solicitavam”, explica Deborah.

Criatividade

“A família é parte importantíssima nas nossas vidas. Quando decidimos ter um filho, a loja era tão grande que veio a idéia de ele ter um quarto lá. Unimos nossas duas paixões: ‘filho’ e ‘trabalho’. Sempre foi uma alegria (acompanhamos todas as fases dele, que andava de andador pela loja e tinha até uma piscina no quintal para os dias quentes). Tenho clientes que viram o Felipe na minha barriga. Hoje ele tem 20 anos e continua vindo para a loja todos os dias. Ele conhece todo mundo e cada cantinho”, conta Deborah.
E continua: “Já as famosas bolachinhas da minha mãe surgiram quando resolvi colocar um café na loja. Além de terem um sabor maravilhoso, o espaço foi tendo a nossa cara”.
“Os artistas adoram passar pela loja da Bela Cintra. Dizem que numa cidade como São Paulo ainda se consegue encontrar uma loja como a nossa, com ‘a família reunida’. Acabam virando nossos amigos, tamanha a afinidade que se cria. Hoje em dia, até a Babi, (cachorrinha do Felipe) tem um lugar garantido, como diz a minha amiga Adriane Galisteu”, explica ela.

O destino

O sonho estava realizado: a VENTURA era um verdadeiro sucesso; era a única loja no mercado brasileiro que vendia uma só marca de óculos nacional e se tornava sinônimo de qualidade e design por todo Brasil. Seis anos se passaram e o próximo passo do casal seriam as franquias, mas, por força do destino, tiveram que seguir outro rumo.
O pai de Francisco faleceu quando suas óticas completariam 41 anos. Desse total, o filho havia trabalhado ao lado do pai por 16 anos, de modo que não achou justo deixar uma vida inteira se perder no tempo e, mais uma vez, contou com o apoio da esposa e reformularam a loja da Bela Cintra, transformando-a em ótica. Ele se emociona quando diz que, juntos, já são quase 55 anos dedicados ao ramo.
Mas de uma coisa não abriram mão: da concepção arrojada que criaram. Isso incluía atendimento, decoração e marketing. Envolvidos nesse incrível mundo da moda, passaram a viajar em busca de estilistas e marcas fashion, faziam acordos para vender peças exclusivas, mesmo de grifes famosas – tudo para atender seus clientes, que eram superecléticos.

Respeito

Além de o “casal Ventura” adorar atender os clientes, todos os vendedores são treinados para oferecer consultoria adequada na hora da escolha. Eles têm um respeito e uma seriedade muito grande por cada cliente. “Nem sempre os melhores óculos são os mais caros, e isso vale para as lentes de correção. Todos os vendedores da loja são tecnicamente orientados para auxiliar o cliente na escolha dos óculos que melhor se adaptem às suas características. Temos que vender aquela peça que realmente deixe o cliente satisfeito; ele precisa se sentir bem, sair da nossa loja feliz”, comenta Francisco.
“Se tentar enganar o cliente vendendo os óculos errados, visando só o dinheiro, esse cliente, além de não voltar, não atrairá outros consumidores. Para isso não acontecer, damos todas as ferramentas de que precisam: variedade de modelos (espalhados na loja, somam em torno de 3.500 peças), laboratório altamente equipado, preços imbatíveis tanto nas armações como nas lentes, ambiente agradável”, conta ele.
O segredo de tanto sucesso dessa dupla especial foi desvendado; fica a lição, para cada um de nós, de que temos realmente que nos preocupar em criar a nossa estratégia de trabalho e batalhar como eles pelos nossos ideais, pelos nossos sonhos!